Fernanda Oliveira

Fernanda Oliveira
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sexta-feira, 22 de março de 2013

Sobre vidas Sobrevividas - Parte II

Continuação de Sobre vidas Sobrevividas


          Nossa viagem durou exatos 30 dias, entre julho e agosto de 1999. Visitamos avó, tios, primos e amigos. Há três anos não os via. Eu era a chefe da expedição, pois fiquei responsável por meus três irmãos, na época com 14, 8 e 7 anos de idade. Recordo exatamente a data de retorno, pois foi uma dessas vezes que o mundo deveria ter acabado... mas não foi desta vez novamente. "Nostravamus".
       Voltei a trabalhar na Elite Sorveteria após as "férias". Chorei ao saber que o Casebre Dance havia fechado suas portas. Era meu maior motivo de diversão, já que não saía das imediações do bairro. Algumas vezes, quando saía do trabalho e percebia a boate ainda funcionando, dava uma passadinha lá pra sentir o movimento, mas sem demora, já que minha mãe ficava preocupada e eu sempre voltava sozinha pra casa. Eu era apenas uma menina de quinze anos e muitas vezes menti a idade na boate Casebre Dance pra ser autorizada a entrar. Minha fúria era pra dançar, sempre gostei muito e devo admitir: eu gostava de música de periferia. Mpb, bossa nova e músicas clássicas me enojavam. Adorava o É o Tchan, Companhia do Pagode, Terra Samba, P.O. Box e seus "enfins". E enfim...
      O rapazinho moreno de sorriso branco e bonito voltou a frequentar a sorveteria e só queria ser atendido por mim. Tudo normal, já que ele não era o único. A coisa começou a mudar de figura quando ele passou a vir com um colega artista: Sorriso Branco fazia o Amigo Artista desenhar algo parecido com uma mulher e que se identificasse comigo... Tudo em guardanapos! Depois vieram as frases feitas, outras nem tanto. Ele era um gentleman  dos guardanapos. Guardei vários deles por anos. Aquilo foi me chamando a atenção, passei a gostar da ideia. E do Sorriso Branco também. Ele tem nome, mas vou identificá-lo neste assunto por suas reais iniciais: E.R.A. 
       E.R.A.  conseguiu me conquistar. Passamos a namorar e, desde os primeiros dias, as primeiras semanas, ele agia de forma ciumenta e eu achava interessante, parecia que ele gostava de mim. Meninas de sempre na minha faixa etária à época sempre acham que isso é bom, que elas estão com a bola toda. É aí que mora o perigo! Sem discernimento, não há vigília.
      Eu já estava apaixonada. Já conhecia o barulho do carro em que ele trabalhava e o coração ia a mil, corria pra janela ou para a porta afim de esperá-lo. E.R.A. não era tão independente, morava com a irmã, o cunhado e as sobrinhas no bairro vizinho ao meu, mas tinha seu empreguinho em um laticínio da cidade. Passamos a nos ver todos os dias. Menos de um mês de namoro e já fui convidada a conhecer a família dele. Viajei em torno de 80km para chegar à casa da mãe dele, onde toda a família estava reunida. Ele foi me buscar. Chegamos à casa, fui apresentada e comecei a interagir aos poucos, embora com certa dificuldade, já que eu era um bichinho do mato. Pra mim era muito mais fácil conviver com várias outras pessoas, desde que não fossem as pessoas que me olhariam diferente, me olhariam com olhos maldosos e com olhos de "Ela é a namoradinha dele". Seria interessante, desde que estas pessoas não fossem as pessoas da família dele. Eu era uma moleca enfrentado pessoas muito mais maduras. 
     O tempo foi passando e os ciúmes dele criavam força, já que estávamos cada vez mais unidos. O namoro, desde seus primeiros dias, já tinha muitas brigas, discussões, palavrões, tudo porque era mais interessante a ele escutar o que as outras pessoas que me conheciam falavam/pensavam ao meu respeito. Admito que eu era moleca namoradeira, mas não via exagero nisso. São coisas de adolescentes e isso é comum, totalmente compreensível. Tudo é descoberta, tudo se quer a todo custo... Qualquer um faz isso, se não fez, vai fazer ainda. Sempre fui expansiva e isso às vezes faz com que as pessoas confundam "liberdade com libertinagem". Ainda hoje. Pois bem. Em algumas discussões que tivemos, ele chegou a me proferir palavrões, me fazia sentir culpada pelas brigas. Uma vez me deu um tapa no rosto. Eu aceitava, afinal, eu estava errada. Ainda tive que suportar algumas traições e que ele fez questão de me contar os detalhes e por que fez: eu era culpada. Sempre.
     Com as brigas, vieram as proibições. Tive que me afastar da Maria, uma amiga a qual me presenteou sua filha recém nascida para que eu a batizasse; Afastei-me da Jaci, uma das minhas melhores amigas. Me fez afastar também de outras amigas, amigos, colegas comuns e até colegas da escola. Eu não poderia conviver com ninguém, não poderia sorrir pra ninguém. Nem por brincadeira. Tudo era motivo de briga. Passei a caminhar sempre cabisbaixa, de modo que, se cruzasse com algum conhecido, cabeça baixa veria apenas pés.  Comecei a sentir uma necessidade extrema de me manter assim, pois eu tinha a sensação de ter sempre  alguém me olhando de algum lugar, às escondidas e diria a ele que eu falei ou olhei para alguém. Até mesmo atravessar a rua, olhar para os lados para assegurar-me se vinha ou não algum veículo, era motivo de pavor pra mim. Mesmo assim eu continuei o namoro. 
       Sempre acreditei que poderia mudar as coisas - e ainda acredito. Com isso, posso mudar as realidades, posso fazer milagres com tempo escasso, com a ordem das coisas, em como as pessoas estão acostumadas a agir, se portar. Acreditando e confiando nesta tese, resolvi acatar ao pedido dele de irmos morar juntos. O namoro durou um ano e oito meses. A empresa em que ele trabalhava fechou. Por compensação, o patrão dele o presenteou com um terreno em um bairro novo, totalmente sem infraestrutura. Apenas um descampado com algumas depressões por conta do relevo e tipologia do bioma de nossa região. 


(Continua no próximo post de "Sobre vidas Sobrevividas")
     

Minha casa, Minha Sina!






           Então, este é o famoso barato que sai caro!

           As famílias beneficiadas pelo programa do Governo Federal em Duque de Caxias-RJ estão pagando pela pressa, a ambição e a falta de compromisso. 
          Aliás, quem está mesmo se importando com paredes apresentando verdadeiras juntas de dilatação praticamente transversais, quando nem deveriam existir fissuras? 
Quem está se importando com os miseráveis jogados a 500m de um rio que transborda todos os anos neste período chuvoso?
         Quem está se importando com com aqueles que, neste momento,  deveriam estar gozando do conforto da sua cama e lençóis quentinhos, no seu dito refúgio, na dita segurança do seu lar?
         Quem se interessa se eles perderam até o que comer hoje, se perderam suas roupas, seus móveis, tudo conquistado com muito suor e satisfação?
Um erro medíocre e egoísta daqueles que simplesmente fizeram as telhas nas coxas, puseram em risco a vida de muitos trabalhadores, idosos, crianças, mulheres, homens...
         A quem interessa de verdade os problemas alheios já que o que eles queriam  está embolsado?
         Não estou afirmando nada com esta sugestão de embolso (longe de mim!), apenas sugerindo o óbvio, afinal, estamos tratando de Brasil e, acima de tudo, aquele que corrompe até aos que se dizem incorruptíveis... 
         O que será, de verdade, esse misterioso O.V.N.I.? Será aquele que muda de cor conforme cresce?? Será aquele que, de acordo com a sua cor, tem cara de animais diferentes??



Leia sobre no site da Globo 


terça-feira, 19 de março de 2013

Sobre vidas Sobrevividas

           Pausa para o café. Ou água. Ou nada. Ou... não!
        00:32h  de uma noite relativamente fria para a realidade de Palmas, avisada pelo Accuweather no gadget da área de trabalho: 25 graus Celsius. 
     Tv enfim desligada, a programação realmente não está tão atraente quanto o joguinho Paciência Solitarie no meu smartphone. Mas até isso me cansou, por enquanto. De repente uma vontade enorme de escrever, de vir aqui rasgar o verbo, de ceder de uma vez à minha tolerância em adiar os assuntos que quero abordar.
        Quero falar de mim, de uma fase da minha vida que poucos participaram em conhecê-la (e que bom que não participaram fisicamente).
      O tempo me roubou algumas memórias ou outras se sobrepuseram a elas - talvez fossem mais importantes - ou talvez eu tenha querido realmente achar o lugar adequado para elas, mas não antes de colocá-las aqui.
       Por ser um trecho desta vida aqui, ele pode ter durado um certo tempo que não cabe só em um texto, então vou procurar dar sequência em outras postagens, identificadas por algum marcador que facilite a leitura de todos  eles. Assim presumo. 
        E isto foi a introdução.



          Nasci em Taguatinga, cidade satélite de Brasília. Em 1992, aos nove anos de idade, viemos para o Tocantins e fomos morar na região norte do estado, o famoso Bico do Papagaio. Foi lá onde meus pais foram criados, cresceram, conheceram-se, casaram-se. Eu, a filha mais velha e mais três irmãos, sendo que o bendito fruto entre as mulheres tinha apenas quatro meses à época. A cidade é Buriti do Tocantins, quase no extremo norte do Tocantins com o sul do Pará. Cidade pacata, todo mundo conhece todo mundo e nossa família, tanto por parte de mãe quanto de pai, são muito conhecidas e grandes. Por um ano moramos em Buriti. Meu pai, nômade como sempre, resolveu ganhar a vida como lavrador e levou toda a família um pouco mais mata adentro. Três anos já se passavam e destes, dois na lavoura. Tudo era difícil, estudávamos em uma escola rural no Povoado de São Francisco, distrito de Esperantina do Tocantins, afastado da cidade em torno de oito a dez quilômetros. Íamos todos os dias e caminhávamos, eu e minha segunda irmã, uma légua para estudar. Comumente topávamos com cobras, macacos, iguanas, bicho-preguiça, aranhas e recordo que até um maracajá uma vez cruzou nosso caminho. A estrada era coberta por vegetação nativa e em poucos trechos via-se o sol. Era estreita e cheia de barrancos nas bordas, qualquer desequilíbrio - principalmente para aqueles que pedalavam nas Barras Circulares - caíam. Em períodos do "inverno tocantinense", as baixadas enchiam-se e pelo menos em três trechos que passávamos, a água batia na altura da coxa. O medo era maior, pois ouvíamos histórias terríveis do povo local de casos de enguias e sucuris. Por sorte, nada mais que sanguessugas nos atacavam nesses brejos e nada melhor que o suco puro do limão. Bom tempero! Mas devo confessar que eu sentia o pior medo duas vezes por dia, não tinha como desviar: Passávamos em frente ao cemitério e eu evitava olhar, mesmo estando ao fundo das primeiras casas do povoado, o que nos causava um certo alívio. Isso piorava quando saíamos da escola e resolvíamos burlar as regras e ir nadar no rio - não disse antes, mas o povoado margeia o rio Araguaia -  e acabava ficando tarde. O dia já caindo e o coração gelava à medida que chegávamos nas imediações da "terra santa". Enfim, foram dois anos ali. Voltamos para Buriti e foi mais um ano sofrido, já que no início de 1996 meu pai resolveu tentar mais uma vez a vida, viajando então para Palmas, capital em leve ascensão e motivo de esperança para muitos pais de família. Era fevereiro daquele ano. Lembro-me que em julho do mesmo ano, partimos, minha mãe, eu, Juh e Flavinho (os irmãos mais novos) para visitar meu pai. O dinheiro disponível não era suficiente para pagar a passagem da Pati (a segunda irmã), já que passávamos dos sete anos de idade e já pagávamos há alguns anos. 
          Eu sonhava com essa cidade, nova vida, novas perspectivas. O sonho, geralmente, não condiz com a realidade. Eu já tinha então meus doze anos de idade. Fui matriculada na escola que fica praticamente nos fundos de casa e minha mãe só voltou a Buriti pra buscar a Pati e o que havia restado dos pertences e que muitos nos acompanhavam desde Brasília. Menina magrela, roupas modestas, assim como o caderninho de capa mole com a cara do Carlos Patrocínio na capa que carregava no colo. Era tudo o que meu pai podia me dar, ou era tudo o que ele se permitia nos dar. Lembro como hoje da chacota que eu virei na escola, pois minhas coleguinhas tinham cadernos com capa dura e espiral. Hoje em dia isso tem outro nome... Seria bulling?
         Enfim, como os fins justificam os meios, eu precisava contar essa parte da história, que é muito mais que isso aqui descrito, se for contar em detalhes. 
      
          Sempre gostei de criar as coisas, aprendi a costurar até por minha mãe ser uma costureira. Comecei a trabalhar aos quatorze anos de idade, sempre quis minha independência. Eu já era líder por natureza, o meu próprio signo determina isso. Participava de grêmio escolar, organizava eventos, tomava a frente de muitas coisas, gostava de me sentir importante e útil. Isso não mudou muito nos dias atuais. Dentre os locais que trabalhei, posso citar o trabalho no Núcleo Comunitário do bairro, onde eu fazia as vezes de uma secretária e logo começaria a dar aulas de datilografia, mas uma briga com o presidente da base me afastou do "cargo"; Outra vez minha mãe conseguiu, com a professora dela, que eu fosse trabalhar de doméstica em sua casa. Tudo durou oito dias até ser escorraçada pelo marido dela, pois eu havia contado a ela que ele havia se insinuado pra mim. Não contei mentira; Depois fui fazer um teste em uma loja de artigos diversos, justamente quando surgiram as famosas lojinhas de R$1,99. Eu estava feliz da vida em uma delas, mas não tinha a menor experiência no trabalho como vendedora. Foi um fiasco que durou... oito dias também! Minha glória veio então com a notícia de alguém que chegou aos meus ouvidos de alguma forma e que, honestamente, não recordo como foi... Só sei que fui admitida em uma sorveteria em meu bairro, há mais ou menos 500 metros da minha casa. Seu Jovair, mais conhecido como Seu Jova - embora com esse apelido, era um moço - devia ter algo em torno de 35 anos de idade. Ele mesmo havia aprendido a fazer  os sorvetes e talvez este fosse o diferencial da Elite Sorveteria. Além disso, fazíamos lanches, sucos, vaca-preta e em algum período, a tentativa de vendermos também cervejas, o que não deu certo. Trabalhávamos de segunda a segunda, desde as 18h até enquanto houvessem fregueses, geralmente até meia noite. Lembro-me que o dia que terminamos o expediente mais tarde já passavam das 4h. É... tínhamos cerveja! Ali meu trabalho foi mais promissor: eu era chapeira, garçonete, faxineira, menos sorveteira. Eu servia e já tinha meus fregueses e, modéstia à parte, meu atendimento era bom. Muitos me diziam que só iam lá por causa do meu atendimento e isso só fazia com que eu melhorasse, porque eu adorava ser estrelinha.
          Já tinha meus quinze anos de idade, faltava pouco para os dezesseis e continuava na sorveteria. Um moço moreno, troncudo, estatura média e um sorriso branco e bonito, os dentes certinhos,  saía da escola e passava quase todos os dias lá. Pra mim era super normal  já que muitos faziam isso. Ele tomava um sorvete pequeno, por vezes algum lanche ou algum refrigerante. Eu achava interessante que ele sempre estava acompanhado de duas moças e quando terminavam, pagavam a conta, iam embora, mas ele retornava e dizia que estava indo pra sua casa, totalmente o oposto de onde havia ido com elas. Estava sendo cavalheiro, pois estudavam juntos e ia sempre deixá-las perto de casa. Isso, claro, eu pude prestar atenção depois. Bem depois. Não podia dar conta da vida de todos os fregueses. 
           Trabalhava já há quatro meses na Elite e precisei viajar com meus irmãos para o norte do estado, rever a família. Eu conduziria a turma, os três demais e eu, por ser a mais velha, fui incumbida disso. Meus pais ficaram em casa. Esta viagem durou um mês exatamente. 


(continua no próximo post)

terça-feira, 5 de março de 2013

Metendo a colher.

          Hoje foi um dia formidável. Reencontrei dois super amigos. Não via o Juninho há mais de um ano e a Diana, há mais de 15 anos... Foi um dia feliz. Apesar de ter trabalhado bastante, as emoções compensaram cada segundo. 
          Para fechar com chave de ouro, descobri uma coisa interessante sobre mim mesma: ou é senso de justiça, ou é impaciência, ou é intolerância ou simplesmente acho que estou me transformando numa baita barraqueira. Comprei briga com o filho da puta que estava na cola da Diana... 

                                      Foi mais ou menos assim... 



          A procurei no shopping, em seu local de trabalho. Nos cumprimentamos depois de tanto tempo e ela chorou como criança (são tantas emoções) pois fui ao seu encontro de surpresa. Mais surpresa fiquei eu, pois ela estava em seu trigésimo aniversário e sua amiga desnaturada não recordava a data. Pura coincidência. Logo atrás de mim, um senhor magrelo, numa estatura rente à minha e com sua metade da cabeça desprovida de cabelos e os restos que lhe sobravam, confundiam-se com a luz branca das lâmpadas fluorescentes do shopping. Ele a cumprimentou e lhe entregou uma sacola das Lojas Americanas e percebi que ela ficou imediatamente com a face esmaecida por ter aquele senhor por perto - Conforme nossas três horas e pouco de conversa em dias anteriores ao telefone, ela havia me adiantado a sua atual situação com o ex-marido ($@#$%¨%$#$¨@#@¨(*&), o qual a teria agredido de alguma forma, não recordo se só com palavras ou ações e também de certo cárcere. Agrediu, de qualquer forma. Isso me deixa puta de raiva -. Enfim, imediatamente senti de quem se tratava o coroa. Era o dito-cujo em... pele... alguns cabelos e uma cara de idiota. Ela resolveu se despedir dos dois e saquei na hora que era pra fugir do cretino e eu acatei, não antes de combinarmos de que eu a esperaria terminar o expediente, já que faltavam alguns minutos. 

Nesse meio-tempo deu pra eu comprar um mimo na CacauShow para dar a ela como forma de boas vindas e cumprimentos pelo aniversário. Dei um giro pela praça de alimentação, entrei na unidade das Lojas Americanas para ver as guloseimas de taaaaanto chocolate em forma de ovos gritando por mim, a promoção de carrinhos colecionáveis da Maisto e que fiquei me coçando para comprar, mas não estava com minha lista dos que já tenho na coleção e pra não correr o risco de ter uma peça repetida, preferi não comprar. Lembrei-me de que tinha que fazer uma logomarca de um programa de rádio, então sentei-me exatamente em frente ao local de trabalho da minha amiga e propositalmente frente ao cafajeste com o aeroporto de mosquito desprotegido, para observar cada movimento dele. Ele não saía da única tulipa de chopp que repousava em sua frente sobre a mesa. Eu fingia não vê-lo, mas graças à minha visão de Mulher Maravilha em 180 graus, eu tentava criar a logo e o outro olho no cabra safado.
         Diana saiu do se posto, já de roupa trocada, num vestidinho estampado, uma florzinha de tecido nos cabelos e um sorriso feliz por ter sua amiga de volta, mas esmaeceu novamente quando o cretino se aproximou dela e eu já fiquei armada, esperado pra dar o bote. O cara é tão ridículo que pediu o presente de volta a ela. Ela retrucou que não entregaria, o presente era dela. Ele saiu nervosinho, não antes de proferir, olhando pra mim e já saindo de lado, como se estivesse preparando pra fugir das próprias palavras "Agenciadora". Não acreditei quando ouvi isso. Meu sangue ferveu. Pensei cá com meus botões "Esse filho da puta não perde por me esperar".
Saímos do shopping e eu sempre na frente, como se estivesse protegendo a integridade física e moral da Diana. Olhei ao redor, logo que saímos do shopping e sempre alerta a algum sinal dele. Visão de 180 graus vezes dois.
          Como somos chiques, iríamos para casa de Mercedes Benz com chouffer ao nosso dispor. Já estávamos no ponto quando vejo o cretino sair detrás de algum carro, apoiando-se nas pontas dos dedos dos pés, esticando aquele pescocinho enterrado de tartaruga e vir em nossa direção. Por sorte haviam alguns rapazes sentados no ponto. Mandei Diana se aproximar dos rapazes e que o filho da puta estava chegando pra azucrinar a paciência dela. Ele se aproximou dela, com desculpas de querer parabenizá-la pelo aniversário dela, tentando beijá-la e ela se esquivando. Ele pedia para conversar com ela e ela sempre recusando. Sorte que o busão chegou de imediato, falei para que ela entrasse primeiro e entrei em seguida. Ela passou a catraca e eu ganhei tempo para passar, uma vez que o babaca entrou logo atrás de mim. Ela quis esperar que eu passasse para irmos até o fundo do veículo juntas, mas pedi que ela fosse logo e sentasse e por sorte só havia um assento livre. Pedi que ela sentasse e eu fiquei em pé, bloqueando a frente dela naquele corredor estreito. O cara veio com tudo: 
- Diana, vamos conversar! Poxa, Diana, hoje é o seu aniversário, vamos conversar!
Ela enfatizava:
- Eu não tenho nada pra conversar com você, me deixa em paz!
- Diana, não me humilha assim! 
- Cara, ela disse que não quer conversar, então fica na tua! Explodi.
- Quem é você? Eu tô falando com minha mulher! 
- Sua mulher? Se fosse, você estaria esperando por ela em casa e conversaria em casa! - comecei a altera o tom da voz.
- Quem é você querendo se meter no assunto meu com minha ex mulher!
- Sou amiga dela e você falou muito bem! Sua ex-mulher. Deixa ela em paz, ela já não disse que não quer falar com você?? Então sai fora, velho!
- Ô Diana, quem é essa mulher que você colocou aí na frente pra ficar querendo se meter?
- Ela não mandou eu ficar aqui, eu quem quis! Agora se afaste! - comecei a gritar e uma boa plateia ao longo do corredor.
- Ah, é? Ela quem ligou pra mim pra "mim vim" aqui! 
- Filho, ela está sem celular. Eu mesma tentei ligar pra ela e não consegui falar, então você está mentindo! 
- Eu não tô mentindo não! Quer ver a ligação aqui? Ela ligou lá do orelhão do shopping! Fala pra ela, Diana! Quer ver? Tá aqui no meu celular! - o babaca começou a simular a procura pelo celular no bolso da calça - Eu vou te mostrar que ela ligou, mas não tô achando meu celular! Droga, esqueci no shopping! Motorista, para aí...
- Então desce, meu filho! Vaza e vai buscar teu celular!- eu me segurando para não cair na gargalhada, pois estava vendo a protuberância do celular no bolso dele que oposto ao meu lado. O infame estava procurando uma desculpa pra sumir dali pois não tinha o menor argumento pra se defender. 
- Ah, você tá mandando eu descer é? É isso?
- Eu estou falando pra você descer enquanto está perto! Desce logo, porra! - eu já preparando a bicuda nos ovos dele.
- Motorista, para aí! MOTORISTA, PARA AÍ, PORRA!- Gritou a mona nervosinha, puxando a corda com força e raiva para pedir parada.
- MEU FILHO, ELE SÓ PARA ONDE DEVE PARAR! ESPERA CHEGAR NO PONTO, PORRA!
          O busú finalmente parou e àquela altura, já estávamos bem longe do shopping... Eu estava me coçando de vontade que parasse em um dos pontos menos movimentados e escuros, mais ou menos na altura da Planeta Chevrolet ou depois do Restaurante Tabu, mas parou em frente ao Centro Médico. O babaca desceu, olhando pra trás e falando merda e eu respondendo às provocações dele "Some, babaca! Idiota!". 
          Diane estava morrendo de vergonha. Eu, não! A única coisa que fiz como sinal de respeito aos espectadores foi: "Gente, antes que eu me esqueça, quero pedir desculpas a vocês pelo papelão que eu causei aqui, mas aquele cara merecia ouvir um pouco de merda e ser tratado daquele jeito, ele estava incomodando a minha amiga e eu Não Admito esse tipo de agressão à mulher. Acho que vocês vão concordar comigo, né? Eu não faço barraco, mas ele fez por merecer!". 
          Parece que todos concordaram comigo. Parece.

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Delicadinha e tolerante!

Tem gente que não tem noção das merdas que fala. O vizinho da poltrona aqui querendo puxar a atenção com qualquer assunto, nem que seja reclamar da comida do restaurante. 
A Mercedes Benz na estrada.
Quase dez horas da noite.
Cidade do interior.
Desembarcamos para as necessidades fisiológicas e vitais. 
Achei a comidinha uma delícia, tipo caseira - que adoro - e saí satisfeita! 
O mané querendo chamar a atenção da mocinha de coque nos cabelos, batom vermelho e nenhuma atenção voltada pra ele. Só por ser vizinha de poltrona, não significa ter que dar-lhe atenção integral, principalmente porque fico um pouquinho só mais chata com papos sem fundamento. Sou mais feliz quando os evito:

- Comidinha ali é fraquinha demais!
- Como? - eu percebendo qualquer ruído falante há alguns cm de minha pessoa, enquanto a Pitty canta em meus ouvidos - Não entendi!
- Comidinha muito fraquinha ali! Não tinha nada de variedade!
- Ser humano tem mania de reclamar de barriga cheia! E tu tá reclamando de barriga cheia!! -e quem me conhece sabe que sou "superdelicada" pra falar - Cidade do interior, meu filho, são quase dez horas da noite! "Tamo pegando é o boi"! Eu não achei ruim! Pra mim estava ótima, uma delícia! Estou saciada! Pior se não tivesse nada! Ainda que tivesse só arroz branco, eu comeria e pagaria!
- Arroz branco só se for em casa, mas fora....
- Mesmo que fosse fora de minha casa, eu comeria e pagaria! - cortei a vã tentativa de talvez impressionar a chatinha, sua vizinha de viagem. - Pior se você chegasse em um lugar, morrendo de fome e não tivesse nem o arroz cru! Eu como e ainda agradeço por ter matado minha fome!
Não tendo mais nada pra falar, balbuciou a filosofia mais que lógica e inteligente daquele diálogo forçoso:
- É...
Voltei para o celular pra compartilhar este papo cabeça. Não resisto às massas cinzentas sem conteúdo!!

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

(...) e religião não se discute? DISCUTE-SE, SIM!

         Acabo de ter uma leve discussão com meu irmão. Chegou a me proferir que a família estava contra seus idealismos - e eu diria que da igreja.
              Diante dos fatos que relato em seguida, nada mais se configura como preocupação e cuidado com sua saúde e integridade física! É um é absurdo a pessoa ser aliciada a pensar desta forma contra seus próprios entes! Quero ver ele estar enfermo. Quem vai ter a iniciativa de ao menos visitá-lo ou dar-lhe medicamentos? Só vendo pra crer!

                Passei dois meses fora de casa a trabalho e enquanto estive ausente, recebi ligações da minha família pedindo que conversasse com ele, pois seu comportamento estava estranho. Ele estava muito focado em seguir os princípios religiosos catequistas. Excessos de orações, jejuns, penitências e prática de castidade...
                Não penso que tudo isto seja ruim, mas tudo em excesso não é interessante, principalmente para um menino de 20 anos de idade que ainda não sabe exatamente o que quer. Sou uma irmã protetora, mas dou liberdade pra cada um seguir seu caminho.  Por vezes, temos discussões acaloradas, alguns ficam chateados, mas não faz parte do meu gênio ficar calada, esperando a morte chegar. As discussões familiares devem acontecer para ajustar os ponteiros.
               Tive uma conversa - me vali da tecnologia - e, estando distante, tentei colocar na cabeça dele que, se de fato ele quer seguir a carreira religiosa, que comece dentro de casa, respeitando a própria família e permitindo-a a prática do livre arbítrio. Se alguém peca, não é a ele que devem ser prestadas as contas. É justamente a família quem acolhe, dá apoio, sustenta moral, econômica e psicologicamente dentro das suas possibilidades culturais. Na prática, não era isto que ocorria, pois passou a julgar as atitudes de uma de nós em casa, chegando ao extremo de "pôr o dedo na cara" e a acusar de "pecadora".
                 Já em casa, pude perceber o estado deplorável em que se encontra meu irmão: Dorme em um colchonete fino no chão frio em sinal de penitência, reza sempre o terço ou rosário e praticamente não come. Dói ver um menino tão inteligente, tão prestativo que era, estar com pelo menos 5kg a menos e o seu porte físico que já é magro, agora está esquelético! Não canso de dizê-lo "Você está horrível, menino! Ridículo! Vá comer"! - talvez assim consiga atingir o orgulho dele. Não funcionou ainda.
               
                Agora lhe pergunto: Será mesmo isto que a Santa Igreja Católica prega aos seus fieis?? Será que este absurdo de regras que atravessam o tempo não devem ser revisadas? Não pode deixar de ser tão provinciana?
                Eu sou batizada, cumpri com alguns sacramentos que esta estabelece e mesmo assim eu contrario estas normas. Não vou à uma missa sequer e pode até parecer ignorância de minha parte, mas, mais ignorante é aquele que vai à igreja pra autoafirmar-se dentro de sua crença sendo que, no fundo, não é realmente um crente em Deus. Realiza barbáreis em seus antros, por menores que sejam, mas que contradizem todo o louvor antes prestado; Eu não vou à uma missa se não tenho vontade de estar lá, principalmente para ouvir os mesmos sermões rotineiros da liturgia, estar com os pensamentos em outro lugar e mesmo assim respondê-la, até porque sei fazer isto de cor e salteado. Sempre no piloto automático... 
                É a isto que chamam de fé? É a isto que chamam de sermos tementes a Deus? Isto pra mim chama-se falta de respeito, ninguém sabe exatamente para que serve a "hóstia sagrada", a unção, o próprio sentido de desperdiçar passos rumo à "casa de Deus", sendo que, saindo dali, muitos sentarão em um bar para tomar uma loira gelada, dar o velho tapinha nas costas e esfaquear pelas mesmas traseiras ou entrar em casa e incorporar o mesmo diabo da discórdia familiar...
             Quem opta por seguir sua religião, nos faz pensar - ainda que de forma grosseira - que tenha por obrigação ser uma boa pessoa, todo o tempo, sem excessões, sem tréguas, sem pausas. 
              A sociedade cobra que os evangélicos sempre sigam os preceitos à risca, sem titubeios. E que sejam bons; 
Cobra que os padres sejam castos. E que sejam bons; 
Cobra que você, por ser um filho de Deus, fiel, temente, que transmita o tempo inteiro um olhar sereno, um sorriso cordial, sem maldades no coração, a pureza divina. E que ainda seja bom.
               Em outras palavras, NÃO pode ser solto de suas correntes. E quem gosta de ficar preso? NINGUÉM! Por isso mesmo que foi dado o bendito livre arbítrio e cada um pode fazer o que quiser da sua vidinha medíocre. É por isso ainda que existem nas  pessoas sentimentos e atitudes estapafúrdias, o que não o torna, necessariamente um ser santo. Creio eu que nem mesmo os santos estão/estiveram livres das tentações do mundo. Mesmo assim.... são santos! Ah! Os santos foram criados pelos humanos... Só pra lembrar...
             Ser bom, no meu ponto de vista, é ser humilde de coração, honesto, sincero consigo próprio, é fazer as pessoas em seu entorno, felizes ou pelo menos confortáveis; É cumprir com um dos milhares de ditados "Fazer o bem sem enxergar a quem"; É tratar bem todas as pessoas, respeitá-las, sorrir de verdade, ajudá-las dentro de suas possibilidades; Isso sim é ser bom! E quem é bom de verdade?? Lhes digo, meus caros, que nem eu estou livre de sofrer com atritos, alguns momentos regados a sentimentos não positivos. Isto não me diminui diante de Deus, não me torna menos ou mais filha dele: todos somos filhos na mesma proporção e percebam que acabo de afirmar a minha fé Nele e não preciso necessariamente que um homem no altar me determine a direção a seguir.  Ocorre que nós, seres humanos... Não somos perfeitos e estamos suscetíveis todo o tempo a energias negativas que influenciam em nossas atitudes. Isto está cada vez mais raro, extremamente raro a ponto de ser motivo de notícia uma atitude quando honesta. É triste. Realmente triste. Isto sim é chamar de situação desprezível!
             É preciso rever seus próprios conceitos, inclusive daquela que lhe diz "Não  farás para ti imagens e esculturas e nem adorarás". 
Ou ainda não apoia os mesmos filhos de Deus que optaram por seguir outros caminhos no que tange sua orientação sexual. 

Ã???


Faz bem passar um cotonete no umbigo de vez em quando.


Deus tá vendo!!


(Agora vou esperar ser alvejada)

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Caricatura, minha primeira obra de arte!

Minha primeira filha: 
Caricatura de Roberto Jesus, um grande amigo e parceiro de trampo.

Las pruebas del delito!


Y la criatura!!


terça-feira, 1 de janeiro de 2013

NO HAPPY NEW YEAR

Existem oportunidades de sentir a solidão e não aceitá-la. O sofrimento é causado por nós mesmos. 
Me senti, por um instante, uma pessoa amarga e esmagada, chorei e ao mesmo tempo engoli. Tudo é trabalhável dentro de nós mesmos e a melhor alternativa é pensar nos valores próprios, em tudo o que temos e que muitos não têm, pensar em tudo o que somos e que muitos dariam o mínimo para estar em nossos lugares. É cruel eu afirmar para alguns céticos que me dói saber que em alguns lugares no mundo pessoas inocentes pagam caro por crimes que não cometeram, pessoas que sofrem com a fome, a miséria... Isto pra mim quer dizer que sou um ser humano. Um ser humano de verdade. Me importo com as pessoas e não me importa como faço isso. Dói eu afirmar estes sentimentos e simplesmente ouvir de outrem "Deixe de ser idiota, você não vai mudar essa realidade. Cuide de sua vida". Ouço. O meu íntimo discorda. Em gênero e número.

Agradeço por não ter dinheiro, mas por ter mãos sábias e ágeis, que podem me trazer muitas realizações. As mãos são os membros mais importantes do ser humano e pra mim os mais bonitos. 
Não vou usar o ano novo pra me desfazer/refazer meus votos do ano passado, isso é bobagem. Nem lembro sequer se me fiz promessas pra cumprir. Muito plano desvia alguns focos que porventura podem nascer.
Eu nunca vou saber qual será meu próximo segundo, então pra quê fazer planos a longo prazo? Faço merda e me desculpo, faço merda e me perdoo, ao passo que também faço pessoas felizes, embora sem tempo pra me dedicar a elas, faço bem a quem está ao meu redor, sinto que estas pessoas que estão próximas a mim são aquelas que não me cobram o amor incondicional porque estão comigo sempre que eu precisar, onde estiver, com quem estiver. 

Agradeço pelo 2012 que me trouxe pessoas sem comparação e que fazem parte da minha vida, aquelas que passaram e me deixaram captar suas energias positivas.
Obrigada àqueles que me apoiam. Obrigada também àqueles que me apoiaram. Obrigada àqueles que não surgiram do nada, porque ninguém surge do nada. Não vou desejar feliz ano novo. Serão dias como os outros dias e essa frase, honestamente, não faz efeito e nem vai mudar a conduta de ninguém. Obrigada principalmente àqueles que me conhecem bem, que acreditam em mim e, acima de tudo, depositam confiança. Parece um depoimento egoísta, mas nada mais é que a prova de minha existência com estas pessoas.
Obrigada a todos!

terça-feira, 25 de dezembro de 2012

Ho ho hooo!!!

Mais uma vez usando o mesmo título.


Acho natal um saco, não pelo motivo da comemoração do nascimento de Cristo, mas pela banalização, a especulação capitalista. Sei que isso não vai mudar, é isso que aquece a economia, mas é rotineiro. De magia não vejo nada... a menos que.... siiiimm!! A magia de esvaziar bolsos inocentes!!! Mas... já que foi apelidado de magia, vamos acreditar que seja isso.
E fazer com que os outros acreditem também.
É um dia como qualquer outro do ano.
Mas vai ser sempre natal. Musiquinha chata e repetitiva, o "bom velhinho" caricato em milhares de outras peles espalhadas pelo mundo, muitos abraços desejosos de "feliz natal", mas que ao mesmo tempo me soa como algo feito pelo simples falto de ser tradição e não pelo desejo intrínseco; Me soa como algo que faz-se por fazer. Esquece-se amanhã e tudo volta ao comum.
Qual o verdadeiro peso da frase "feliz natal"?? Busco - desculpem - mas não encontro.
Uma das coisas positivas desta data é de que ela povoa a mente daqueles que ainda nem sabem o que é (e que nunca me deu tesão porque nunca sentei no colo do papai noel... espero que interpretem no bom sentido).
No mais é isso.
Opinião dada e terminantemente formada.


Hoje assisti a uma propaganda da Coca Cola e devo confessar que chorei feito babaca. O caminhão purpurinado da marca chegando a uma cidadezinha do interior onde algumas poucas centenas de moradores dali não tinham e alguns nunca tiveram esse contato com aquilo que era o natal em suas festividades (pagãs).
Vale a pena assistir. Tirem suas próprias conclusões, eu tirei a minha: só chorei!


quinta-feira, 1 de novembro de 2012

UTILIDADE PÚBLICA


             Pessoal, soube que na última noite, 31/10 para 01/11/2012, com a previsão do pagamento dos proventos dos servidores públicos do Estado do Tocantins, pelo menos 6 mil destes tiveram seus salários subtraídos de suas contas, provavelmente por uma quadrilha que atua em invasão de contas e clonagem de cartões.
             Você, se for servidor púbico do estado do Tocantins, verifique sua conta, seu extrato e, caso seja positivo, procure a delegacia de polícia mais próxima e registre um Boletim de Ocorrência para que as providências necessárias sejam tomadas.
             Não vamos deixar impunes essas pessoas que cometem este tipo de delito. 

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

O país do Carnaval, Futebol e... Mulher!!









É isso aí!!! As Brasileiras fazendo sucesso no exterior... Não é aquela minissérie da Grôbo, mas o Profissão Repórter (agora sim da Grôbo) mostrando o quê as meninas daqui vão fazer no exterior e aquelas que se comportam bem lá ou cá pagam pelo pato... E pagam caro!!

Sem contar as peladas do carnaval... 

Não...!!! 

Não trata-se de uma pelada de futebol no período do carnaval, mas a desnudas gostosonas dos trios elétricos e que tanto enlouquecem a gringueira de plantão, aqueles que vem fazer algum tipo de turismo aqui no Brasil... É assim que somos vistas lá fora... Fazer o quê?? 

É a isto que chamam de CULTURA.
Ou

É a isto que chamam de CULTURA??



sexta-feira, 13 de julho de 2012

OBRIGADA, SENHOR!




Deus, obrigada pelas minhas quedas: elas me fizeram aprender a equilibrar  sobre as  próprias pernas;
Obrigada por me permitir errar: foi a chance que tu me deste para que eu não mais fizesse;
Obrigada pela água, pelo sol, pelo ar, por dormir e acordar no aconchego do meu lar, ainda que meu orgulho e vaidade não estejam satisfeitos e a minha ambição que me faz perder noites de sono, pensando em estratégias e trabalhando para mudar minha realidade e continue a agir em nome da família que me abriga;
Obrigada por tomar conta do meu coração e permitir PAZ e CALMA em meu espírito, mostrando para mim mesma e para aqueles que acreditam em meus propósitos, que a paciência é um dom raro e que os frutos dela vão chegar em breve;   
Parte superior do formulário
Obrigada ainda pelas pessoas que me cercam. Todas elas vieram para mim com um propósito divino: são meus amigos, família, o amor que tu reservaste e que já existe em minha vida, mas está guardado e protegido, com todas as tuas bênçãos e promoção do sucesso que tu vai permitir e que serão grandiosas;
Obrigada pela família que tu me presenteaste.  Ainda que simples e humilde, é pura de  coração e, mesmo  que os percalços e contestações  existam, foi a ela que tu me confiaste fazer a diferença e ser exemplo de perseverança e busca constantes. Esta é família que tu me permitiste, em teus planos, que uns pudessem fazer a diferença para os outros;
Obrigada até por ter posto em meu caminho as pessoas de más condutas, pois sei que tu quer  me mostrar os dois caminhos e que eu possa exercer meu livre arbítrio;
Obrigada por me permitir consciência, educação, respeito ao próximo em qualquer estágio de sua vida ou posição social;
Obrigada, Pai, por me fazer sensível à dor alheia, ainda que para isto, lá no início, eu tenha errado, mas pedido o teu perdão, pois tu me mostra que tenho bom coração e para isto não uso da hipocrisia, ainda que me julguem inocente demais para não enxergar as maldades dos homens, mas sei que foi a tua condição pra eu crescer na tua graça e afirmar que todos são bons, até que provem o contrário.
Pai, peço-te a bênção eterna aos meus, àqueles que no mundo sofrem com a falta do pão, da água, daqueles que estão na linha de frente da guerra urbana, a guerra interior, daqueles que não se encontraram no espaço, daqueles ainda que praticam o mal porque estão possuídos pelos seus próprios demônios ou aqueles que optam a prática por uma vil necessidade; põe no coração de cada ser, Senhor, a PAZ e LUZ necessárias para crescerem e protegerem-se sob o teu manto, na tua graça eterna.
Amém??

terça-feira, 26 de junho de 2012

terça-feira, 5 de junho de 2012

Apocalipse

Sonhei esta noite com o Apocalipse. 
Era assim que todos denominavam aquele terror.
Muitas pessoas choravam com medo da morte. 
Muitas pessoas morriam. 
Muitas pessoas imploravam a piedade de Deus.
Inclusive eu.
E eu olhava para aquelas pessoas e imaginava "Poderiam ter pensado antes de errar".
Inclusive... eu!


O céu, como em todos os sonhos que sempre tive (exceto um), encontrava-se nublado, fechado, um ar pesado e misterioso, um mormaço cinzento, quase negro e que me causa fadiga e tristeza sempre que o vejo em meus sonhos noturnos de olhos fechados. Em todos os sonhos.
O apocalipse levou as pessoas que eu mais amava. Eu chorava muito, mas não tinha lágrimas. Eu tinha medo de morrer. Eu fugia da morte.
As águas do Araguaia, onde passei parte da infância, elevavam-se muito rápido e eu parecia ser a única cabeça pensante naquele momento de desespero em massa. Eu liderava uma legião de pessoas em apuros e que não sabiam o que fazer, que corriam de um lado para o outro, que gritavam, outras caíam em prantos no chão, já sem forças e se entregando à morte de vez. A minha única solução era sugerir que fôssemos para a fazenda de minha avó, a três km dali. Na vida real, é uma área muito úmida no norte do Tocantins e que nos períodos chuvosos - lembro bem - chegávamos a afundar no chão batido porque o lençol freático é muito próximo à superfície. Encontrávamos água no poço a menos de dois metros de profundidade. Hoje não passam de ruínas. No sonho pensei nisso também. Lembrei ainda que em 1983, segundo contam os antigos da região, houve uma cheia do Araguaia onde os ribeirinhos tiveram que sair de suas casas porque a água as invadiu. Mesmo a 3km de lá, a água chegou muito próxima à fazenda de meus avós e em alguns trechos chegava-se de canoa. Eu não estava lá. Talvez ainda na barriga de minha mãe. Neste sonho da última noite, também pensei nisso, como sempre penso em todas as possibilidades de uma situação estando de olhos abertos. Mas era a única solução plausível, então os levei para a fazenda. 
Sabe quando você quer que o sonho pare por não ser bom, mas quer ver o fim? Quando chega ao ápice e algo te tira dali? Parece um prenúncio. 


Foi isso.

sexta-feira, 18 de maio de 2012

Concurso do Quadro Geral do Tocantins

                Pra você que deseja ingressar no serviço público, mais uma oportunidade de concurso, agora para o Quadro Geral da SECAD - Secretaria de Estado da Administração do Tocantins. 
                São 6.352 vagas, para cargos do ensino fundamental, médio e superior, com salários variando de R$584,59 (quinhentos e oitenta e quatro reais e cinquenta e nove centavos) a R$4.483,12 (quatro mil e quatrocentos e oitenta e três reais e doze centavos), respectivamente. As inscrições estão abertas de 15 de maio a 04 de junho de 2012 e apenas pela internet. Os valores destas são:
R$ 30,00 - Nível fundamental
R$ 60,00 - Nível Médio
R$ 90,00 - Nível Superior


Para garantir a sua inscrição, clique aqui e preencha o formulário e gere o boleto, que tem validade até 05/06/2012.
Boa sorte!! E ESTUDEM, crianças da Tia!!

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Eu quero A CENSURA de volta!!!

              Outro dia, revirando meus arquivos, encontrei um link de um ... artigo? postagem? comentário? ...??? 
                  Enfim, deixa pra lá. Este é o link ao qual me refiro, sobre minha primeira publicação na internet, quando nem sonhava em ter blogs. Este foi para o Jornal Página Aberta, do companheiro-artista Nilo Alves. Devo admitir que ele foi o culpado por eu estar escrevendo lorotas pra vocês agora, porque incentivo não faltou, tampouco insistência. Não sei o que ele viu em mim pra achar que eu deveria escrever a ponto de expor em um jornal, mas gostei da ideia! E lá fomos nós e cá estou eu!!!
                 Hoje leio este texto e me perdoo, mas que ficou ruim, ficou!! Certamente reeditaria com o mesmo contexto, mas com palavras trocadas. Minha opinião não mudou e sou a favor da CENSURA PARA A MÚSICA BRASILEIRA DO SÉCULO 21, porque o que se vê de porcaria, não tá no gibi!!!! Percebam que já não escrevia pouco... O título não era pra ser esse, mas acabou ficando!


Segue:


"Caminhando e cantando e seguindo a canção somos todos iguais braços dados ou não 
Fernanda Oliveira Sousa



“Caminhando e cantando e seguindo a canção somos todos iguais braços dados ou não...”
Que mal há nisso?  Digam-me, corrijam-me, se estiver errada. Nos dias de hoje talvez fosse mais conveniente existir censura à música popular, como ocorreu durante o regime militar. Claro que não só à música, assim como ao teatro, ao cinema, à literatura, ao jornalismo. Enfim, tudo que denotasse liberdade de expressão.
A música foi sempre o principal alvo dessa revolução, embora muitas delas nem fizessem alusão à política ou militares da época proibida. Será que tudo isso soava como uma impetulância aos ouvidos dos grandes generais, políticos que simplesmente não aceitavam ouvir a verdade?
            Ohh!! O bem maior então está no hoje, né?? As músicas que se ouve por aí, antes mesmo de virar sucesso, quando estão sendo compostas, passam por um rigoroso controle de qualidade, estuda-se profundamente as concordâncias nominais, verbais, magnéticas, históricas e sei mais o quê, para que possam ser lançadas e estouram como sucessos que o mundo inteiro aprova, ganha o Oscar da melhor música do ano e a maior prova disso, no meu ponto de vista de grande entendedora do meio, é a poesia que existe quando ouço a “lapada na rachada...” Você até começa a imaginar uma “rachada levando lapada...” O pior de tudo é que tem duplo sentido e as pessoas sempre levam pelo sentido pior... Infelizmente nossos ouvidos são obrigados mesmo, porque não se controla o que se escuta quando se está em um lugar que não dá pra fugir. Não é como bloquear a própria respiração por instantes ou mesmo a fala, então sofremos com a poluição sonora. Qualidade na música anda longe na nossa rotina, então nos deparamos por aí com uma popozuda fazendo um milk shake pra chupar no canudinho, corre pro abraço namorando pelado, de repente está num risca faca, dá um créu na glamourosa e cada um vai pro seu quadrado... Parece comédia, mas você deve saber de onde veio cada expressão dessas, né?  Merecem não só a censura, como o enterro!!! O povo gosta...
            Na verdade não sei o que é pior: ter que aceitar novos ritmos com poucas palavras mal casadas, apelativas e sem sentido, que se repetem dezenas de vezes numa mesma estrofe ou é melhor ouvir a versão em português daquela música romântica (internacional) que você tanto gosta(va) se transformar em apelos do tipo: “volta pra mim; não vivo sem você; te quero muito; te amo demais; você é o amor da minha vida; Rau-u-u-u-uuulllll!!!!!”. E sem contar que, quase sempre, em média 70% dessas traduções desastradas não correspondem ou ao menos chegam aos pés do que a música original demonstra – se bem que a música internacional traduzida ao pé da letra para o português não faz muito sentido mesmo, prova disso nas produções hollywoodianas, quando a trilha sonora ou mesmo um determinado personagem canta aquilo que você acha bem legal e às vezes até conhece, mas quando lê a suposta tradução no rodapé do vídeo fica embaralhado sem entender nada... – Melhor deixar como está!!  Adore aquela música como ela é! Faz parte da sua vida, marcou um momento, mesmo sabendo nada que ela diz, tá valendo, afinal, quem se importa com a letra quando a intenção é mesmo “relar um bucho”? Sim, pois as músicas internacionais quando traduzidas para o português no Brasil vão pra onde? Onde? Claro!! Pro forró!!! Aí ninguém se interessa se a letra é inteligente ou não, se é a fiel tradução. Ou não! Legal mesmo é ver aquelas descamisadas, homens de cabelinhos lisinhos, compridinhos gritando e rebolando no palco. Dá IBOPE, é a banda do momento, tá na mooooodaaaa!!! Olha, tem pra todo gosto viu!!! Tem uma lá que tá oferecendo a periquita, tem outra que diz que o cara vai com ela por bem ou por mal, senão pega as “meninas comportadas” (eufemicamente falando), quebra no pau e ainda roda a baiana... e por aí vai, mas não pára aqui! Não sei por que cargas d’água tanta gente se aglomera atrás e seguem um enorme caminhão adornado de luzinhas coloridinhas e vibrantes. Vai e volta, contorna e recontorna e todos atrás gritando, pulando. Uma verdadeira pipoca!! Lá encima do caminhão estranho tem outro tipo de povo, pouco mais elétricos, gritam e tentam cantar umas coisas repetitivas e sem sentido também, mas todo mundo vai na deles e fica tudo igual (se serve de consolo, já fiz algo parecido um dia) e continuo não entendendo o porquê! Nesse estilo de música as palavras também se trombam, mas acabam se dando bem – pelo menos não se corre o risco de se ter novamente uma “lapada na rachada”.
Bom, melhor ficar por aqui senão posso ir na levada do axé e voltar pisoteada... Não por estar na pipoca, mas por falar/escrever demais!!
Posso só dar um último conselhozinho? Ouçam música da nossa terra mesmo, da nossa região e viajem nas poesias cantadas. Valorizem! Elas também são dançantes, envolventes, românticas... Do jeito que você quiser, basta “curiar”"

sábado, 21 de abril de 2012

A MALDIÇÃO DE TIRADENTES



Não ouvi um ditado ainda que não se cumprisse. Neste exato momento o que melhor compete é “Mente desocupada é oficina do capeta”. Por tudo que há de mais sagrado nesse mundo, hoje definitivamente não poderia ser feriado! A nossa cultura pobre e realmente desocupada junta-se a um bairro de periferia em um sábado lindo de sol como este, UNS vizinhos mal educados que elevam  o volume do maldito funk do Mr. Catra (sei porque minha irmã acabou de me falar que É ele e é um porco) e o outro, pra competir, dobra o incômodo aos meus tímpanos com algum gospel. Menos mal, pelo menos é a Deus a quem tenho um grande respeito nessa historia e o culto não é aos homens, mais especificamente ao gênero feminino da raça das cachorronas. O mundo é um zoológico!
Pobre de grana sim! Todo mundo nasce pelado e pobreza de qualquer coisa é uma condição temporária se neguinho quiser – tudo bem que pode durar a vida inteira - mas ESPÍRITO POBRE pra mim é o fim e percebo que vou conviver com isso até o último segundo da minha vida! O mundo está recheado de oportunidades boas para sermos pessoas melhores e prestarmos o serviço do bem aos próximos e música ruim definitivamente me mata! Nada haver, mas não é de música que quero falar somente, porque ela se agrega a um pacote microcultural, aquela que vem de dentro de casa e que cabe aos principais culpados administrar: os pais.
Ontem à noite, voltando da universidade, conversava com um rapazinho amigo de um outro colega de aula e eu propunha um desafio quando um dia comprasse meu carro: colocar no volume mais alto possível e desfilar pelas ruas como uma perfeita otária. Até aí, tudo bem: todo otário e babaca faz isso por um motivo que ainda estudo no ser humano e não está sendo fácil descobrir. O confronto viria com o estilo da música que eu colocaria no meu som. Ah, por favor, néée!!! Neguinho pode colocar um funk, rock, house, eletrônico, BREGAAAAA, melody e o caralho a quatro e eu não posso encostar em um boteco pra tomar o meu ácido suco de laranja sem açúcar e não poder ouvir a 80 decibeis a Xuxa, Sandy e Junior, Vanessa Camargo, Rouge, Spice Girls, Christina Aguilera, Britney Spears, Beyoncé, Mariah, Celine, Trem da Alegria, Bozzo, Vovó Mafalda e Et cetera???? Sei que.... poxa....!! Eu quero minha liberdade de expressão também e tenho certeza que ainda de quebra farei muito bem a muito marmanjo que se autoafirma o machão com seu sonzaço superpotente de 100.000Watts, carroceria alavancável e muitas piriguis ao seu entorno descendo até o chão jurando que ele é o gostosão do pedaço. No fim da festa ele chega em casa e toma um banho com 2 frascos de 1 litro de Pinho Bril não diluído em água e dorme com a fronha na boca. Ah, maldita carcaça!!!
Agora o sol foi até embora, perdeu a graça de fugir de casa hoje!! 

sexta-feira, 20 de abril de 2012

Louca por CARROS como todo brasileiro!



Este título é meio DI (dupla interpretação), mas não está faltando nenhuma vírgula e o assunto é bom e sei que a maioria concordará comigo!!!


Se existe uma coisa que tenho paixão, sou vidrada, acordo e durmo pensando nisso o tempo todo é Carro, gente! 
E é tão contraditório que nem sei dirigir e mor-ro de medo de aprender. Pequenos traumas que vou ter que passar por cima! Não será difícil. Apesar de tudo, vejo cada vez mais iminente a necessidade de dirigir e ter um carro. Projeto para um futuro não muito distante...
Devo confessar, inclusive, que um dos grandes objetivos da minha vida é, depois de formar em arquitetura e urbanismo, fazer especialização ou mesmo um outro curso superior em desenho industrial e até onde sei, é o que pode me alavancar para realizar este desejo.


Olha a "pidança"! -como dizemos no nosso mundinho matuto...
...Caso alguém queira contribuir com informações relevantes de livros, sites, imagens, pdfs, e-books, textos, acato, porque tenho uma boa biblioteca de materiais (mas não suficiente e que preciso organizar ainda) e continuo buscando materiais, devorando informações sobre este assunto tão extenso, até porque quero realizar um outro desejo que tenho e que não vou revelar publicamente , só quando for necessário e o momento for certo pra divulgar. O mundo inteiro vai saber.... Hahahaaaa!!! Sou maléfica!
Sei que vou sofrer muito no dia que finalmente puder dizer de peito estufado "Hoje vou sair pra comprar meu carro!", porque conheço quase todas as marcas, quase todos os modelos, quase todas as categorias (e outro objetivo é desmontar e montar um carro) pra enfim  decidir qual será o mais atraente. Vou ter que fazer uma lista por marca dos modelos de cada uma, se for o caso, o preço e as funcionalidades, fazer por eliminação até chegar àquele que eu vou dizer "Esse é o fodão!" e sair desfilando.... 
Saio nas ruas observando cada carro que passa e, embora distraída, observo também o fluxo pra não levar no traseiro uma marca de borracha preta e adiar minhas perspectivas de vida! Olho cada carro que passa e mentalmente faço ao que chamo de "análise de adivinhação" - "Esse é um FIAT que significa Fábrica Italiana de Automóveis Toronto, o modelo é um Siena e é um modelo mais antigo por causa do desenho da lanterna traseira..." ou "Esse é o novo Idea!" ,"Captiva!", "Amarok!".... e por aí vai!!! Fico entediada quando não sei qual o modelo, mas ainda bem que conheço a logomarca da montadora e só descanso depois de encontrar na internet, geralmente no site da marca ou se vejo o veículo no estacionamento, faço questão de desviar alguns metros do meu caminho e visitar a traseira do cocotinho (nada haver) pra ver qual o modelo e dizer pra mim mesma "Esse eu não tenho na lista, não conhecia"... Coisas da minha cabeça mesmo!
Gente, é isso! O enunciado ao lado descrevendo meu perfil  fala claramente sobre o amor aos carros, mas é a primeira vez (e espero que de muitas) que abordo o assunto e com fé, nas próximas postagens sobre, falarei com mais propriedade - talvez não tão técnica- sobre esse tema que todo mundo ama! 


Abraçosss!!!



quarta-feira, 18 de abril de 2012

Eu sou um Dragão!

Gente, tem coisas que temos que admitir de nós mesmos.
 É o famoso "chá de semancol". Já tomou??




Pois é. Estou fazendo os benditos trabalhos da universidade, alta madruga, ouvindo uma playlist bem mista (sertanejo, brega, mpb, rock), bate uma fome e uma sede e eis que resolvo levantar para tomar uma aguinha e me deparo com um espelho no trajeto até a cozinha. Eu estou um verdadeiro dragão. Esta é uma das partes boas de ter o namorado longe.... Fabinho, acho que o coitado desistiria na hora!! Meu cabelo parece um ninho. Não tenho paciência de mantê-lo solto, daí enfio uma Bic azul pra causar um contraste e fica aquele monte no topo da cabeça; Meus olhos.... além das olheiras, um borrão de rímel que não saiu todo; Uma saia longa, lambendo o chão e pisando na barra, havaianinha com pés trocados e o pior de tudo: uma camisa verde e amarela gritante da época da copa de... (Quando foi a penúltima copa do mundo?) Enfim, é isso! Mas vamos combinar, né?? Aqui tá um frio terrível e não são mais as águas de março, porque já estamos em abril.... Pra completar... sem sutiã.... Um HOR-ROR!!!  Me fez lembrar de uma homenagem que meu amigo supercriativo-cartunista Geuvar Oliveira fez pra mim, logo aí encima.... Na caricatura estou bem melhor.... Pra completar ouço eu mesma cantando na playlist, sonhando em ser a Cássia Eller... Sou muito ruim, cara!!! Esse lance de alcançar o tom nunca foi minha praia.... 
Queria compartilhar essa pequena desgraça só pra descontrair porque....de que adianta levar a vida tão a sério?? É bom se sentir feia de vez em quando e poder rir disso. É bom não ser a mesma pessoa sisuda o tempo todo. Ou melhor: é muuuuuuuito bom ter o astral, a autoestima no alto... O dia pode ter sido uma merda, mas adianta se fechar pra vida??? Se você se tranca em um quarto, chateado e blá blá blá... vai resolver?? Porque não pensar em soluções ao invés de problemas??? Gente, a vida passa, temos que praticar o bem sem olhar a quem, inclusive a nós mesmos! Mal humor adoece a si e a quem estiver perto, a energia é péssima e respeitar as pessoas que nos respeitam e admiram e saber dar o retorno. "Viver é melhor que sonhar. Eu sei que  o amor é uma coisa boa, mas também sei que qualquer canto é melhor do que a vida de qualquer pessoa", assim Elis inundava nossos corações, ouvidos e olhos e nos traziam a lição na ponta da língua, do fundo do gogó....


Boa noite a todos, vou descansar um pouco e acordar já já.


Abraçõessssss!!!!!!!!!!!!!!!

Poesias na madrugada

....e cá estou eu fazendo mais um trabalhinho fdp da universidade e pra concentrar madrugada adentro, eis que me aparece na minha playlist coisas que não sei como apareceram lá, mas apareceram!!! Resolvi compartilhar com vocês um pouco da minha solidão -ou da minha companhia -...:?


"Tudo pode ser


Se quiser, será!

Sonhos sempre vem

Pra quem sonhar... 

Tudo pode ser, 

Só basta acreditar. 

Tudo o que tiver de ser... 

será!"



.....Tudo bem, eu assumo!!!!

Fui eu!! Fui eu quem adicionou a Xuxa na playlist. Não foi por mal. Eu juro!